Conceitos de epidemia, surto e endemia

    Diferença entre Surtos, Epidemias e Endemias

    Diferença entre endemia, epidemia e surto

    Para a caracterização das ocorrências de doenças e agravos nas populações, é essencial a compreensão dos conceitos de epidemia, surto e endemia e dos fatores que se interligam neste âmbito na vigilância em saúde.

    Conceito Endemia

    É caracterizado pela presença usual e típica de um agente/doença dentro de uma população definida, dentro dos limites esperados. A endemia mantém padrões regulares de variações num determinado período, ou seja, as oscilações estão relacionadas às flutuações cíclicas e sazonais.

    Conceito Epidemia

    É a elevação brusca e significantemente acima do esperado habitual para a incidência de uma determinada doença. É importante destacar que o número de casos de uma epidemia pode variar de
    acordo como agente, o tipo e tamanho da população exposta, além do período e local de ocorrência. Sendo assim temos os casos:

    • Caso autóctone: oriundo do mesmo local onde ocorreu.
    • Caso alóctone: é o caso importado de uma outra localidade.

    Conceito de Surto

    É um tipo de epidemia no qual ocorrem casos relacionados entre si por tempo/espaço atingindo um grupo específico de pessoas. Os casos se restringem a uma área geográfica geralmente pequena e bem delimitada ou a uma população institucionalizada (creches, quartéis, escolas, entre outros).

    Conceito de Pandemia

    É a ocorrência epidêmica com uma larga distribuição espacial, atingindo várias nações, com ilimitação de espaço.

    Como fazer uma Investigação Epidemiológica

    A investigação de campo de casos, surtos, epidemias é uma atividade obrigatória de todo sistema local de vigilância em saúde. Algumas informações e estudos incluem a verificação de casos isolados ou agregado de casos de doença/agravo de notificação e descrição epidemiológica e identificação de fatores associados à ocorrência de possível mudança de padrão de doença ou agravo, para dado tempo, população e local como:

    • mudanças dos níveis de doença ou óbito acima dos esperados;
    • evento com agente etiológico, fonte, veículo, via de transmissão novo, desconhecido ou incomum;
    • doença na qual a evolução dos casos é mais severa do que o esperado ou os sintomas apresentados são incomuns.

    Durante a investigação epidemiológica de campo, é importante detectar e controlar, o mais rápido possível, as possíveis ameaças à saúde da população considerada sob risco para aquele evento específico, a fim de se impedir a ocorrência de novos casos.

    Neste sentido, no Guia de Vigilância Epidemiológica (2017), há um quadro com questões norteadoras úteis nas investigações:

    Investigação de surto

    Equipes de resposta rápida

    Segundo o Guia de Vigilância, a formação desta equipe é uma força-tarefa de caráter extraordinário e contingencial para determinada atuação, possibilitando um reforço técnico complementar adequado às necessidades do evento, com foco nas ações que objetivem detectar, investigar, responder e controlar o evento atual ou evitar novos casos.

     

    Referências: Ministério da Saúde – Guia de Vigilância Epidemiológica 2017.

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