História das UTIS
As UTIs ou Unidades de Terapia intensiva correspondem a um setor fechado, de acesso restrito dentro de um hospital. É neste local que temos um vasto aparato tecnológico em relação aos equipamentos médicos hospitalares juntamente com pacientes em estado crítico, que requerem cuidados intensivos e monitoramento constante no suporte à vida, seja numa UTI adulto, pediátrica, neonatal, de queimados, cardíaca por exemplo.
Se por um lado temos um setor altamente tecnológico com máquinas como ventilação mecânica, monitores diversos e grande invasividade, por outro temos um setor onde se concentram os maiores índices de infecções relacionadas à assistência à saúde e eventos adversos.
A ideia de cuidados intensivos surgiu durante a Segunda Guerra Mundial, quando houve uma necessidade crítica de tratar soldados gravemente feridos. Os médicos perceberam que concentrar recursos e expertise em um local específico poderia aumentar significativamente as chances de sobrevivência desses pacientes. Isso levou ao desenvolvimento das primeiras unidades de cuidados intensivos militares. Entretanto, vale ressaltar que em guerras anteriores, como por exemplo da Crimeia onde atuou Florence, já tínhamos alguns elementos de separação de feridos, entre outras vertentes que prediziam a criação de uma unidade especial.
Em 1952, a primeira UTI moderna foi estabelecida no Hospital do Condado de Rusk, em Nova York, pelos médicos Peter Safar e James Elam. Essa UTI foi criada principalmente para tratar pacientes com insuficiência respiratória e parada cardíaca, e foi equipada com respiradores e monitores cardíacos, representando um marco importante na história dos cuidados intensivos.
No entanto, é importante notar que a criação e o desenvolvimento das UTIs não foram obra de um único médico, mas sim o resultado de contribuições de diversos profissionais da medicina ao longo do tempo.
Existem vários tipos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) projetadas para atender às necessidades de pacientes com diferentes condições médicas ou necessidades específicas. Alguns dos tipos mais comuns de UTIs incluem:
É importante observar que a disponibilidade e a especialização das UTIs podem variar de acordo com o hospital e a região. A escolha do tipo de UTI para um paciente depende de sua condição médica específica e das necessidades de tratamento.
Segundo a CREMESP, “as primeiras UTIs no Brasil foram iniciados em 1950, com a prática do método de ventilação mecânica controlada. Com a importação de “pulmões de aço” pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Universidade de São Paulo, a ventilação mecânica deixou de ser exclusividade dos centros cirúrgicos e de anestesiologia, para dar origem a embrionárias unidades de respiração”.
De acordo com as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde, a relação ideal de leitos de UTI é de 1 a 3
leitos para cada 10 mil habitantes, e o Brasil apresenta a proporção de aproximadamente 2,2 leitos. Entretanto, vale ressaltar que estes números são desiguais quando falamos em regiões do país. As regiões Norte e Nordeste possuem o pior índice de relação leito/habitantes.
Vale relembrar também que durante a pandemia de COVID, os leitos de UTI no país aumentaram, tanto no âmbito do SUS como no sistema suplementar.
Enfermeira, Mestre em Educação e Docente de Enfermagem. Possui especialização em Gestão em Saúde e Controle de Infecção Hospitalar e experiência nos temas: CCIH, Gestão da Qualidade, Epidemiologia, Educação Permanente em Saúde e Segurança do Paciente.
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